Editorial: Outlander, um universo a ser explorado!
Confesso que há seis anos, quando tentei assistir Outlander pela primeira vez, não consegui ir muito adiante. A cabeça estava ocupada demais para mergulhar naquela trama complexa. Recentemente, em meio a pesquisas sobre literatura e audiovisual, decidi dar uma nova chance. Resultado: maratonei não apenas Outlander — disponível na Netflix e Disney+ —, como também tive a grata surpresa de encontrar um fandom vibrante, que se dedica com entusiasmo a cada detalhe da obra de Diana Gabaldon.
Assim, quase sem perceber, acabei entrando de vez nesse universo. E justamente em um momento oportuno: a série original se encaminha para sua oitava e última temporada, prevista para o ano que vem, mas já ganhou um spin-off instigante, Blood of My Blood. A trama se passa antes dos eventos de 1743 e resgata com maestria os elementos que tornam Outlander tão envolvente: personagens construídos lentamente, cenários deslumbrantes (especialmente nas Highlands escocesas), acontecimentos históricos intensos e, claro, a sempre intrigante viagem no tempo — sem esquecer das muitas mortes, diga-se de passagem.
O que mais me fascina, contudo, é a forma como a obra retrata a História sem romantizações exageradas. O período é mostrado em sua crueldade, marcado por insalubridade, riscos constantes e, sobretudo, a vulnerabilidade das mulheres.
Atualmente, trabalho em uma pesquisa que envolve o universo literário e televisivo de Diana Gabaldon, além de outras obras que exploram esse mesmo recorte histórico. Em breve espero ter novidades sobre a publicação desse artigo — e compartilhar mais descobertas com vocês.
Até o próximo texto!
com carinho Rafael Gasques.

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